terça-feira, 15 de outubro de 2013

Leste Europeu

Voltando a escrever... Novamente desculpas pelo atraso, mas depois dessa viagem para o Leste não tive muito tempo nem paciência para escrever no blog. Conto nos próximos posts sobre o que aconteceu. Também devo me desculpar porque já não lembro mais muitos detalhes que aconteceram durante a viagem e estou me baseando nas fotos que tirei. A ordem dos eventos também pode ter sido um pouco alterada.

Foi eu, o Guegs e o André para o Leste Europeu. Na verdade emendamos dois feriados. Teve feriado de primavera, de duas semanas, ai teria 2 dias de aulas e depois o resto da semana de feriado. Não tinha nenhuma aula importante na grade (depois ficamos sabendo que cancelaram algumas aulas também, então mesmo que tivéssemos ficado, não ia valer a pena). Logo, viajamos 3 semanas seguidas. Cansativo, mas valeu a pena.

Compramos uma passagem de trem até Marseille, de onde saía nosso avião RyanAir até Varsóvia, na Polônia. De lá fizemos todo nosso trajeto com o InterRail Global Pass. Começando bem a viagem, no sábado, 20 de abril, saímos as 19 horas de Lyon e chegamos umas 23 horas no aeroporto de Marseille. Nosso voo era só às 6 da manhã do domingo, então teríamos que dormir no aeroporto. Tivemos sorte, porque o aeroporto entrou em greve e recomendaram chegar com umas 4 horas de antecedência. Também por causa disso, a RyanAir despachou todas as malas, então não tivemos que passar pela restrição de peso e dimensões.

Chegamos em Varsóvia pela manhã e pegamos um ônibus até o centro. Uma mulher muito gente boa até ajudou a gente a comprar as passagens. No caminho de ônibus, eu impressionado com as construções e tal, eis que ouço a seguinte frase: "Não é arte, é concreto". Não vou nem falar quem que disse né.
Muito bacana a cidade. Um pouco pequena e bem marcada pela Segunda Guerra. Alguém nos disse que mesmo a parte antiga era 'nova', porque foi toda destruída durante a guerra, mas eles reconstruiram do mesmo jeito. Chegamos, deixamos as malas no hostel e fomos comer num restaurante indicado por eles, comida tradicional. Era tipo um raviolli recheado com o que você pedisse. Muito bom. Depois fomos passear pela cidade, até o estádio onde teve a Eurocopa, do outro lado do rio.
Estádio em Varsóvia, Polônia
No dia seguinte fomos conhecer a parte antiga da cidade. Comemos num restaurante bem chique no meio da praça principal lá. À tarde a gente resolveu subir no prédio que tem no meio da cidade. Tem tipo um museu em baixo, e dá pra subir e ter a vista de toda a cidade. De noite fomos no KFC. Eu e o Guegs resolvemos pedir um daqueles baldes, mas tava tudo em polonês né. Vimos um que parecia ser bom e pedimos. O cara perguntou "bsiudfhbnsdkcls?" Dae a gente respondeu que era, rezando pra ser bom. Quando o cara começou a montar o pedido e gente virou: "fudeu". Veio tipo um balde lotado de chicken wings e nuggets e mais batatas fritas e refri com refil. hahahahaha Não lembro agora se a gente acabou com tudo, mas foi difícil mandar tudo pra dentro.

Na terça fomos logo cedo pra Cracóvia. Cidade com estilo medieval, murada e tal. Ficamos em um hostel meio bizarro, por 6,5 euros. Chegamos, o cara deu as chaves, mas nem cobrou nada haaha O André teve até uma certa dificuldade pra colocar água quente no chuveiro. Bagulho estranho. A cidade é bem pequena, tem uma praça central bem grande, com um mercado coberto no meio, cheio de barracas de artesanato e tal, e cheio de bar e restaurante em volta. Um pouco depois tem um castelo em cima da montanha. Comemos muito bem num restaurante que o dono do hostel indicou pra gente, muito barato. No dia seguinte voltamos lá hahahaha 
De noite fomos assistir o jogo da Champions num bar. Barcelona e Bayern de Munique. Sim, aquele jogo que o Barcelona perdeu de 4 a 0 hahahaha Logo no começo do jogo, eu tava na maior dificuldade pra pedir cerveja e um cara que tava sentado no balcão me ajudou. Um alemão e o filho dele vendo o jogo. Torcedores do Bayern. Nem precisa falar o quão felizes eles tavam hahahaha Acabou o jogo saímos do bar, atravessamos a rua e achamos um outro bar, que tava com a cerveja a metade do preço do outro hahahah Ficamos por lá um bom tempo até que encontramos um grupo de estrangeiros, com umas minas espanholas e mais um pessoal perdido. No final acompanhamos eles até um outro bar porque era aniversário de uma menina lá. 

Na quarta fomos fazer a visita pra Auschwitz. Tinha como ir de ônibus pra lá, que era muito mais barato, mas tinha um rolê de a partir de uma hora só poder entrar com guia, então a gente resolveu pagar e ir de excursão. Sei lá, não tem muito como contar como que era o esquema. Só vendo mesmo pra sentir como que era. Os filmes mostram muito bem o lugar, mas lá é diferente. Ver que tudo aquilo era de verdade. No começo fomos até o lugar que era mais estilo prisão, onde ficavam os presos mais 'perigosos', tipo intelectuais. A maior parte virou museu pra visita. Alguns dos galpões mostram como que era o lugar onde eles dormiam. Outros foram mudados pra mostrar os objetos que foram encontrados quando os nazistas saíram de lá. Milhares de pares de sapatos, de panelas, roupas, malas, fotos, cabelos... Dá um arrepio até agora de lembrar. Vimos também o paredão de fuzilamento, a 'solitária', onde eles eram obrigados a ficar trancados de pé no escuro... É também lá que tem a famosa entrada, mostrada em muitos filmes (foto abaixo).
Auschwitz
Depois fomos visitar o campo de concentração. O guia também foi muito bom. O jeito que ele contava as coisas quase que sussurando, entrando no clima... Contou que os que chegavam não tinha ideia do que podia acontecer, porque eles chegavam, viam uma galera trabalhando lá e achavam que poderiam ter uma vida normal. Mas também tinha a parte das câmaras de gás, que tava toda destruída. Depois a gente visitou os galpões onde eles dormiam. Segundo o guia, alguns estão se desfazendo, mesmo porque foram construídos para ser uma residência provisória, e que daqui a algum tempo não vai mais ter galpões em pé para ser visitado.

Voltamos para a cidade e ainda fomos visitar a fábrica do Schindler, do filme "A Lista de Schindler". Fica meio afastada da cidade. Andamos bastante até chegar lá, mas ninguém quis entrar. A noite a gente saiu, mas não achou nenhum lugar da hora e então voltamos mais cedo pro hostel.

Na quinta, dia 25 fomos bem cedo pra Praga. Quase 9 horas de viagem. Praga é uma cidade muito da hora. Ficamos num hostel super confortável no meio da cidade. Chegamos e procuramos um restaurante pra jantar. O garçom que atendeu a gente falava espanhol e imitava bem no português. Numa mesa do lado ouvimos uns brasileiros tentando ver se o garçom conhecia o Corinthians hahahaha Vai Corinthians!!!
Ficamos 3 dias em Praga, mas já não lembro a ordem dos fatos. Fomos na famosa balada de 5 andares. Sei lá se por azar, mas no dia só tinha uma galera de 15/16 anos e o lugar permite fumantes. Peguei câncer lá no dia. No dia seguinte tentamos achar um bar, mas não rolou. Demos a volta por toda a cidade, com as indicações do Trip Advisor, mas nenhum tava legal. No último que a gente foi, tinha umas 4 pessoas... ai quando tava saindo, veio descendo a escada umas 5 minas muito gordas hahahaha
Num dos dias a gente visitou o castelo que fica em cima do morro. Dá pra ver a cidade inteira lá de cima. Depois fiquei sabendo que é o maior ou um dos maiores da Europa. Aqui na Europa tem umas 5 praças que são a maior da Europa ou do mundo hahaha Castelo deve ter uns 3...
Praga, Rep. Tcheca
Praga, Rep Tcheca
No outro dia a gente fez o Free Tour pra conhecer a cidade. De todas as histórias, a mais legal é que diz que o Gollum (Smeagol) é uma história de Praga. Parece que alguém do Bairro Judeu de lá criou a história de uma criatura morta-viva que andava pelas ruas da cidade e que protegia os judeus, numa das épocas em que eles eram perseguidos. Não se sabe se é verdade ou não, mas falam que ele morava no sótão de uma casa lá. 
Viena, Áustria

De Praga a gente foi pra Viena, onde também ficamos 3 dias. A cidade também é muito bonita, cheia de castelos e palácios. Parece que cada rei da Europa tinha um palácio lá ahahahaha Ficamos num hotel muito foda lá, onde a gente encontrou uns brasileiros da Poli que tão fazendo Supelec, em Paris, e que também estavam em Vichy. Fizemos um Free Tour do hostel, mas não foi muito legal não (a não ser a parte da água benta na igreja principal, conto pessoalmente hahaha). Num outro dia fomos até um palácio que é a Versailles de lá. Tem um palácio enorme e um jardim imenso. Era começo da primavera e não tava muito bonito, mas era grande pra caramba e um pouco mais pra frente deve ficar muito bonito.

Viena, Áustria
Viena, Áustria
Nota de Viena: um dos dias a gente tava tomando café no hostel. O André pegou o café dele e sentou na mesa com a gente. Ai tinha 2 potes pequenos, certamente um com sal e outro com pimenta, e um maior, com açúcar. Claro que ele foi direto e pegou o de sal. Quando tava pondo eu fui lá e avisei ele. A gente até zuou que o de pimenta era de canela e tal. Dae da um tempo, um cara senta na nossa mesa, pega o pote de pimenta e vira um monte no café dele hahahahahaha E a gente se segurando pra não rachar o bico na frente dele hahahahahahaha

De Viena, fizemos uma passagem rápida na Bratislava, na Eslováquia. Não tem nada lá. Só um castelo em cima da montanha, que dá pra visitar em 2 horas. Além de conhecer um país a mais, a gente foi lá mesmo só pra comer em um restaurante de rodízio de carne. Faz falta uma carne boa brasileira. Bom, chegamos lá, pegamos o endereço, e fomos. Chegando no shopping onde tinha o restaurante, a gente descobre que ele fechou uns meses antes. Que frustração! Na pegada da comida brasileira, escolhemos um outro restaurante, no centro da cidade, onde a Virginia tinha comido e falado que a feijoada era boa. Bom, bom era, mas não era feijoada. Chegamos lá no restaurante que chama Rio, sentamos e vimos que tinha pão de queijo. Loucos, pedimos. Quando chegou, era uma porção com 3 pães de queijo num prato, com uma saladinha no meio e azeite jogado por cima. hahahaha muito fino pra ser pão de queijo. Quando chegou a feijuca, quanta decepção! Veio numa panela, o arroz era amarelo, tipo de Paella, o feijão não era feijão preto, e tava apimentado pra cacete. Era bom, mas não era feijoada.

No dia seguinte logo cedo fomos pra Budapeste, na Hungria. Também muito da hora a cidade. Primeiro dia a gente foi pra perto das termas, mas não entramos. Tem um parque enorme lá.
Budapeste, Hungria
No outro dia, perguntamos no hostel um restaurante bom, barato e com comida típica. Era perto do hostel, mas ficamos quase uma hora pra achar. Tivemos que voltar pro hostel pra perguntar de novo onde que era o lugar. Na sexta, fomos certos fazer o Pub Crawl. Tinha 3 horários, 20h30, 21h e 21h30, a 12, 15 e 17 euros, respectivamente. Escolhemos o mais caro, mas que tinha 1 hora de open cerveja. Beleza, chegamos um pouco antes das 21h, vimos o outro grupo sair, e esperamos o próximo. Só tinha nós lá pro próximo grupo hahahahaha Muito miado. Acabou que o cara ligou pra turma anterior e fomos com eles. Foi de boa, tinha um casal de alemãos tiozões que também estavam fazendo. E a balada foi num lugar muito underground.
Budapeste, Hungria
Depois de Budapeste, o Guegs voltou pra Lyon, porque tinha um TP naqueles 2 dias, e eu e o André continuamos a viagem, indo pra Croácia. Primeiro momento marcante foi a passagem pela alfândega, eles pararam o trem e verificaram os passaportes. O policial lá pegou o do André e começou a perguntar as coisas. Só que ele leu o passaporte em português e até que bem, e o André pegou e respondeu em português também hahahahaha
Chegamos em Zagreb bem de noite e fomos pro hostel, domingo à noite. Nesse dia teve a semi-final do Paulistão, Corinthians contra São Paulo. Hostel pequeno, um pessoal lá na recepção, e eu vendo o jogo no PC de lá. Quando foi pros penaltis travou tudo e eu tive que ouvir pela rádio. Que emoção hauahahahua Cada gol eu me contia pra não gritar hahahahahaa
Plitvice Lakes, Croácia
No dia seguinte cedo, pegamos um ônibus que ia até Plitvice Lakes, no meio do país. Muito bonito. É um parque com vários lagos e cachoeiras. Pena que tava um tempo feio e chegou até a chover no começo. Compramos uma capa de chuva e parou hahahaa, mas ainda deu pra tirar umas fotos muito bacanas. Até lá tinha brasileiros passeando! Ficamos até umas 17h e voltamos pra Zagreb.
Plitvice Lakes, Croácia
No outro dia, de manhã visitamos a cidade de Zagreb, que não tem muita coisa pra fazer. O mais legal é uma igreja que tem no telhado uns brasões desenhados com as telhas (foto abaixo).
Zagreb, Croácia
Depois de lá, fomos pra Ljubljana. Sim, não sabíamos falar o nome da cidade pra onde estávamos indo hahahaha Depois você aprende que o 'j' lá tem algum som parecido com o 'i'. É a capital de Eslovênia. Também não tem muita coisa pra fazer lá não. Ficamos em um hostel horrível, longe do centro, mas foi um barato que a gente achou lá. O colchão, de mola, quando você deitava, dava pra calcular o k das molas na suas costas hahahaa
Ljubljana, Eslovênia
Tinha um tcheco maluco lá que não tinha dinheiro pra voltar pra casa e tava trabalhando lá. Ficamos com medo e pedimos pra trocar de quarto hahahahaha
No dia em que ficamos lá conhecemos o centro. Tem também um castelo no alto da montanha. Parece que toda cidade tem que ter um hahahaha. Mas era mais fácil pra se proteger das invasões. Pegamos um teleférico e fomos. Tem bastante coisa militar lá e uma vista muito da hora da cidade em baixo. Dá pra ver longe dali. Pra almoçar, almoçamos num restaurante bacana no centro. Pedi uma sopa de cogumelo que veio dentro de um pão grande, parecia uma panelinha. Muito boa!

Veneza, Itália
E pra terminar a viagem, já cansados, fomos visitar Veneza. O André já tinha ido pra Itália, mas faltava essa cidade pra ele ir. E como era caminho de volta, valia a pena passar lá. Ficamos só um dia. Bem cara a cidade. Comemos um macarrão muito bom lá, pra variar haahahaha Tem tipo várias ruelas estreitas que são tudo parecidas. Se não tiver um mapa fica foda se localizar. Com o GPS do celular chegamos até a Piazza San Marco (foto), mas a fila pra entrar na igreja tava tão grande que desistimos de tentar entrar. Ficamos por lá mesmo, sentados na beira do mar.
Piazza San Marco, Veneza, Itália

No dia seguinte acordamos cedo e começamos nossa viagem de volta pra Lyon. Café da manhã em Veneza, almoço em Milão, café da tarde em Genebra e jantar em Lyon. O dia todo de viagem também hahahaha

Pra quem perdeu as contas, foram 3 semanas de viagem, 8 países, 10 cidades, algumas outras de escala e vários trens.
Ficou meio longo o texto, mas a viagem também foi grande. Pena que não pude detalhar tanto, porque não lembro mais o que aconteceu hahahaha

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Um ano de viagens

Fala galera,

Primeiramente eu queria me desculpar por não estar com o blog em dia, mas alguém aqui tem que estudar. Depois da viagem de abril eu não tive muito tempo pra escrever. Conto essas histórias assim que possível.

Mas não poderia deixar de lado essa data tão importante. Há exatamente um ano estava eu começando a aventura narrada nesse blog. Saindo de casa e prestes a enfrentar um mundo totalmente novo. Hoje, um ano depois, posso falar que não tinha ideia da encrenca que estava me metendo hahaha Não que esteja reclamando...

Saudades do Brasil? Sim, a cada instante. Família, amigos, futebol, comidas, guaraná, churrasco, coxinha, dorayaki, até mesmo da Poli e do trânsito de São Paulo... Nessa horas que está longe que se sente falta. Esses dias mesmo me peguei vendo as propagandas da TV brasileira só por diversão.

Mas por outro lado tudo o que vivi durante esse ano é mais do que qualquer um possa ensinar ou contar. Nem mesmo os vários posts que já escrevi são capazes de narrar toda essa aventura. Conheci pessoas incríveis, lugares indescritíveis e culturas diversas. Viajei por países que nunca tinha sonhado em ir, com línguas bizarras e pessoas de todos os tipos. 

Obrigado a todos. Àqueles que estão no Brasil esperando os dois anos para a minha volta (ou não). E mais ainda a todos aqueles que eu tive a oportunidade de conhecer durante esse último ano. Cada um foi responsável por me ajudar a escrever mais uma parte dessa história que conto aqui. 

Fica aqui registrado o marco de um ano de viagem. 

Agora o copo está meio vazio E meio cheio. 


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Férias de inverno- França

Na última semana de fevereiro tivemos uma folga. Como estava no inverno e é um saco viajar com frio e tempo de sol reduzido, a gente resolveu fazer um passeio pela França mesmo. Alugamos um carro e fomos. Eu, o Guegs e o André.

Para alugar um carro na Avis quando tem menos de 21 anos o jeito é usar a Carte 12-25 da SNCF. Tem uma parceria entre as duas empresas. No caso a gente compra uma passagem de trem (a mais barata) até uma estação de trem e depois aluga um carro na Avis. Com isso ganhamos o abono da taxa de jovem condutor (cerca de 30 euros por dia, se é menor de 25 anos) e um condutor adicional. Alugamos o mesmo tipo de carro que no Oktober (Meriva).

Casa da Aninha
Primeiro destino: Dijon, a terra da mostarda de Dijon. A mostarda de Dijon é diferente das outras mostardas, como a do Brasil, por exemplo. Ela é mais forte. Fomos para lá e ficamos na casa da Aninha, amiga do Guegs, que tá fazendo intercâmbio. Para falar verdade não tem muita coisa para fazer lá. Sem contar que as faculdades estavam de férias e tava frio. Chegamos sábado e saímos para comer. Arranjamos um bistro numa das praças da cidade. Depois tentamos arranjar alguma coisa para fazer, mas a cidade inteira tava parada. No domingo de manhã a gente foi fazer o passeio da chouette (coruja). A cidade é tão bem preparada que fez um caminho turístico. Fica umas setas no chão indicando os caminhos que você tem que seguir para visitar os principais pontos da cidade. Tava muito frio e uma hora chegou a nevar, mas a gente fez o caminho inteiro. A história é que do lado de fora da igreja tem uma escultura de coruja, que dizem que dá sorte se passar a mão. Durante o passeio também a gente parou em um café para tomar um chocolate quente.
Chouette
Chouette de Dijon
De tarde a gente foi ver uma exposição de arte com o Etienne, amigo francês da minha sala, que mora em Dijon. O Guegs tinha pesquisado coisas para fazer lá e só encontrou isso. Domingo na França e numa cidade pequena, não tem mesmo muita coisa para se fazer hahahaha Quando a gente chegou na exposição a minha vontade era de me matar, e de matar o Guegs. Chamamos o cara para ir lá e a exposição era um sala com meia dúzia de quadros e uma estátua o meio. Não que não fosse da hora as pinturas, mas não era o que tava esperando né. Depois disso, frustrados, fomos tomar café numa cafeteria ali do lado (não tem muita coisa legal para fazer no frio né).
Colmar
No dia seguinte saímos cedo da casa da Aninha em direção de Strasbourg. Mas antes disso passamos na cidade de Colmar, que fica no caminho. É uma cidadezinha do interior da França com as casas do tipo da Holanda. Bem bacana. Comemos por lá um gratin (batatas cozidas cobertas por queijo derretido) e passeamos. Não tem muita coisa pra fazer mesmo, só passear e ver as casinhas.
Colmar
Em seguida a gente passou no château du Haut-Koenigsbourg, que fica no alto de uma montanha. Mas chegamos bem na hora que o castelo ia fechar, então não deu pra entrar. Ficamos só do lado de fora e tiramos algumas fotos.
Château du Haut-Koenigsbourg
Château du Haut-Koenigsbourg
Chegamos em Strasbourg à noite, comemos e fomos para a cidade. Procuramos mas não achamos nada de útil para fazer. Segunda-feira à noite né. Voltamos para o hostel.
Strasbourg
Strasbourg
No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer a cidade. Tem a parte central, com uma igreja enorme e alguns castelos, que agora são museus. E tem uma parte perto do rio, que é meio medieval também. Comemos em um restaurante que era mais ou menos no estilo de uma taverna. Foi ai que o André foi inventar e se deu mal hahaha Eu e o Guegs pedimos o menu, que vinha com uma salada, uma torta, uma sobremesa e uma bebida. O André foi inventar e pediu só a salada com a torta e só pagou 1 euro a menos que a gente hahahaa Ficou o almoço inteiro reclamando.
Parlamento Europeu
De tarde a gente foi ver o Parlamento Europeu. Não rola entrar nem nada, mas a gente foi lá ver o que era. Não tinha nada pra fazer mesmo. Não sei bem como funciona, mas tem um parlamento em Strasbourg e um em Bruxelas.

Na quarta saímos cedo de Strasbourg em direção de Paris. Mas antes passamos em Reims, que fica na região de Champagne. Comemos em um restaurante perdido na cidade, o primeiro e único que a gente achou. Não tinha ninguém lá e o tiozão que atendeu a gente era um careca gigante. Cagando de medo a gente pediu a comida e tudo. Tava muito bom. Tinha até carne! hahahaha
Depois a gente foi em uma das "caves" de Champagne. Fomos na GH Mumm, que é uma das mais famosas. Por exemplo, eles fazem o champagne que é usado nos pódios da F1. Na verdade a fabricação do champagne é mais ou menos parecida com a do vinho, mas tem umas etapas a mais pra ficar com o gás  Tem toda uma técnica de como fazer, o tempo de que cada garrafa tem que ficar em cada posição, o jeito de girar a garrafa... E no final tivemos uma degustação. Nessa hora o André nos envergonha de novo hahahaha Depois que tínhamos tomado todo o champagne ele vira pra mim e pede pra tirar uma foto. O tiozão viu e falou que ele não podia tirar foto se a taça não tava cheia né hahahaha Mas foi bom porque ele encheu nossas taças para tirar outra foto hahahaha
Degustação de champagne
Chegamos em Paris de noite. Depois deu um puta trânsito na hora de chegar. Pois é, não é só São Paulo que tem congestionamentos hahaha Ficamos hospedados na Centrale Paris. O pessoal de lá nos acolheu muito bem. Fiquei na casa do Baracat (Poli- Centrale Paris). Apesar de não ficar exatamente no centro de Paris (que nem a Centrale Lyon não fica em Lyon), é bem prático pegar um RER até o centro.
Logo nesse dia o pessoal de lá nos falou de um rodízio de sushi que é muito bom e barato. Lá fomos nós. Acontece que o esquema é um pouco diferente. Tem o cardápio com os números e você marca em um papelzinho quantas porções vai querer. Estávamos em 5: eu, Guegs, André, Dello e Coquinho (Centrale Paris- UNICAMP). Foi indo a lista e a gente pediu quase tudo hahahaha O foda também é que tinha muita fritura no começo. Quando começou a chegar as coisas a gente foi comendo, mas chegou uma hora que não dava mais. Entretanto, cada peça deixada no prato era cobrado 1 euro. Portanto, tivemos que comer tudo aquilo. Saiu os 5 abatidos do restaurante huahuauhahua
La Tour Eiffel
No dia seguinte fomos para o centro. Minha vizinha de quarto é de Paris e foi com a gente dar um passeio pela cidade. O legal é que ela conhece lugares que não são muito visitado por turistas. E Paris pra quem sabe tem um prédio/castelo/monumento a cada esquina que você vira. Foi engraçado que ela ia, andava no meio dos carros, atravessava a rua do nada e a gente seguindo hahahaha Deu 'oi' pra quase todo mundo na rua. Tava em casa hahaha
Arc du Triomphe
Passamos por um monte de lugares. Sinceramente eu não lembro muito bem quais foram. Teve uma hora que a gente entrou num lugar lá e tinha um puta jardim. Saindo pelo outro lado a gente chegou numa praça muito da hora que foi onde Victor Hugo morou... No final entramos no Louvre, mas só pra ver a Monalisa hahahha
Louvre

De noite, na Centrale Paris a gente participou de um jantar organizado pelos espanhóis  Prato do dia: tapas. Ou seja, a mesma enganação da Espanha. Tapas pode ser qualquer coisa que seja servido em porções.  Comemos por lá e de noite fomos para uma festa em Paris que a galera falou que era boa. No metro já encontramos uns brasileiros da Poli que tão na Supelec e fomos até lá. Chegando lá pra entrar no lugar eu, com minha cópia do passaporte toda rasgada consegui passar pelo segurança, mas o André que tinha esquecido de levar, não. Então saímos e fomos entrar em uma outra que era ali do lado. Era a festa de umas faculdades e acho que o tema era ski, porque todo mundo dava com roupa de ski, óculos e tal, e só nos que não hahahahaha
Sacre coeur
No dia seguinte acordamos tarde, almoçamos no RU da Centrale e depois fomos para Paris de novo. nesse dia fomos até la La Défense, depois no Arco do Triunfo e andamos a Champs Elyséess até o Louvre. Os outros dois não tinham visto ainda esses lugares, e como é o mais importante e legal de ver a gente foi. Depois a gente ainda foi até a Sacre Coeur. Subimos de bondinho até a igreja e entramos. Tem uma vista muito da hora de Paris lá de cima. Para terminar a noite fomos jantar no McDonalds. Sentados lá nas mesas, já localizamos uns brasileiros, mas nem falamos nada. Dá uns 10 minutos uma tia, portuguesa, começa a brigar com esses caras ae. Aparentemente eles tinham falado mal dela e ela tinha entendido. Mó confusão hahahaha Apesar de quase ninguém entender o que você fala aqui, é sempre bom tomar cuidado, os brasileiros (nesse caso, portuguesa) estão por toda parte.
Napoleão
No sábado era nossa última chance de subir na Torre (nos outros dias não rolou porque tava nublado. Nesse dia também fez, mas era a última chance). O carrinho começa a subir e dá mó medo hahahaha Fomos até o último andar. Que da hora! Dá pra ver a cidade toda. Pena que tava nublado...
Em seguida a gente foi até a o Arco do Triunfo e subimos nele também (para residentes na União Europeia sai de graça). Depois de ter ido na Torre, ele não foi tão legal hahaha A dica é ir nele primeiro, ai são duas surpresas. Ou então só ir na Torre mesmo. Para terminar o dia a gente foi até o Hôtel des Invalides, o lugar onde Napoleão está enterrado. Entramos de graça também hahaha O 'caixão' dele é absurdo de grande.
Lá em cima da Torre Eiffel...
No domingo saímos cedo pra não pegar trânsito e conseguir devolver o carro ainda aquele dia.

Janeiro e Fevereiro 2013

Bom, creio que este post vai ser rápido. Primeiro porque não lembro direito do que aconteceu (pois é, fiquei um bom tempo sem escrever). Segundo que não aconteceu grande coisa durante esse período.

Acho que nunca passei tanto frio na minha vida. Sinceramente achei que seria mais frio, mas mesmo assim foi frio pra caralho. Não teve tantos dias de neve como eu esperava também, mas como tava frio pra caralho o gelo que caia ficou por ai nesses dois meses. Ruim é ter que vestir todos os dias um milhão de blusas, segundas peles, toucas, luvas e afins.

Logo no começo de janeiro, quando todo mundo no Brasil estava de férias, postando fotos na praia, a gente tava se matando aqui. Logo depois das férias de Natal e Ano Novo era hora de estudar.

Pra começar tinha que fazer as autonomies. Aqui na Ecole nos dois primeiros semestres a gente tem que fazer esse trabalho em casa e depois apresentar. No primeiro semestre tem as autonomies de Automatique e de Electrique. Você faz os dois trabalhos mas no final só apresenta um deles. É do tipo ou você faz os dois ou não faz nenhum, porque se fizer só um e for escolhido pra apresentar o outro, se fudeu. A sorte é que um deles era igual ao do ano passado, só precisava saber o que era feito. Na hora de apresentar eu fui escolhido pra fazer o de Electrique. Me atrapalhei na hora e não sabia muito bem das coisas, então me dei mal hahhahaha

Na terceira semana de janeiro tivemos nossa semana de provas. O mais legal, matéria do semestre inteiro em uma única semana. Aqui não é que nem na Poli que tem 3 provas e você estuda só a matéria de 1 mês. É tudo junto. Pra nossa sorte os estrangeiros normalmente tem meia hora a mais de prova por conta do nível de francês. Algumas matérias tem tipo um milhão de slides pra revisar. Bom, no final deu tudo certo, isso é o que importa hahaha.

Nessa época também que eu comprei minha cafeteira. O Guegs achou na internet uma promoção da Nespresso que dava reembolso de 60 euros na compra de uma máquina. A máquina sendo de 115 euros eu ganhei mais da metade do valor dela. Agora tenho café em casa em menos de 25 segundos! huahuaa

Depois das provas finalmente um pouco de refresco. Meio estranho ficar sem nada pra fazer. Na verdade sempre tem coisas pra fazer, mas rolou um descanso depois das provas.

Fizemos também nosso primeiro futebol do ano. Não foi lá uma coisa bonita de se ver, mas valeu a brincadeira. Depois disso fizemos mais alguns futs no ginásio da Ecole. Detalhe pro lance mais engraçado: contra ataque do meu time, passo a bola pro Ranyer e ele toca na bola e tropeça no chão. Caiu com tudo! huauhuahauh Tem tudo gravado! huahuahuahua
Club Brésil FC
Por último, aproveitamos o inverno para esquiar. Não dá pra passar frio sem ao menos ir esquiar né. Fomos com a Ecole. O Club Ski faz escursões todos os finais de semana para uma estação de esqui aqui por perto.  Paga-se cerca de 40 euros para ir e voltar, além da entrada no lugar. Foi eu, a Sara, a Ale, a Isa, o Zé e o Guegs. Só a Isa que já tinha esquiado. O resto era nulo. Alugamos os skis na própria estação, já que pra alugar na Ecole, mesmo sendo mais barato, tem que deixar um caução de 100 euros e levar até a estação. Alugando pela internet e pegando lá pode ser uma opção melhor para quem não comprar o seu próprio ski.




Pra começar a bota é uma das piores coisas do mundo. Ela vai até o meio da canela e impede de mexer o tornozelo. É bom para não estourar o seu pé, mas pra andar com aquilo é impossível. Sem contar que o ski e a bota são muito pesados. Fomos até a pista stupid babies e começamos a brincar. Ninguém tinha noção de como fazer e não tinha ninguém pra explicar. Então foi mais na tentativa e erro. Primeiro é aprender a cair. Depois é aprender a freiar. Se fizer isso já consegue fazer alguma coisa. O problema de cair é pra levantar de novo. Não tem muito apoio e com os skis nos pés é mais difícil levantar do que andar uahuahuhau Levamos sanduíches de casa também porque comer lá é meio caro. Pra nossa sorte fez um dia muito da hora lá. Mais a tarde já tava todo mundo conseguindo descer a pista (não saímos daquela, mas o número que quedas já tinha abaixado). 

Alemanha- Natal e Ano Novo

É, no final do ano decidimos ir pra Alemanha.

Acontece que a Alexandra estava preparando a sua 'viagem dos sonhos' e a gente entrou nela, pra transformar em pesadelo huahuahuauha
Foi eu, a Alexandra, a Isabella (irmã da Ale), o Luis, o Guegs e a Liana.



Pra começar, fomos de trem. As passagens de avião estavam ficando caras, principalmente as de ida e volta. Então vimos o Eurail, que é uma passagem de trem que te dá viagens ilimitadas pela Europa. O pacote que a gente comprou dava 15 dias consecutivos em 23 países da Europa. Valia muito a pena, visto os preços das passagens. Reservamos alguns hosteis e viajamos.
Detalhe pras restrições: o Natal tinha que ser em Nuremberg, que tem a feirinha mágica, o Ano Novo em Berlim, que tem o maior Reveillon do mundo, e tínhamos que ir até o Castelo de Neuschwanstein, o que inspirou o castelo da Disney.

Começando bem a viagem, fizemos um jantar no X1 pra ajeitar as últimas coisas e pra complementar, eu e o Luis viramos a noite ajeitando uns detalhes no aplicativo que a gente fez. 5 horas da manhã saia nosso ônibus daqui da École. Presença ilustre do Zé e da mãe dele. Eles iam passar as Festas em outro lugar, mas até pegaram o mesmo trem que a gente. A ida até a estação foi só risada com eles huahuahua Chegando lá, a gente foi validar o Eurail no guiche e embarcamos.

Stuttgart- Cerveja alemã, pra variar
 Primeiro destino: Stuttgart. A cidade foi escolhida por ficar no meio do caminho entre Lyon e Nuremberg. A viagem direta ia ser muito longa e cansativa, dae a gente resolveu quebrar em 2 dias. Com duas conexões no caminho, chegamos a Stuttgart. A cidade é pequena, sei lá, não tinha muitas coisas pra fazer. Chegamos, pegamos um táxi de 6 pessoas até o hostel, deixamos as coisas e fomos turistar. Tava rolando uma feirinha de Natal lá. Comemos um sanduiche de linguiça (sim, os alemães curtem comer linguiça) e tomamos um chocolate quente lá. Tava chovendo, então não deu pra aproveitar direito a feirinha. No final da noite a gente arranjou um bar chamado "Classic Rock", onde a gente tomou umas cervejas que vinham em jarras de 1,5L. No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer a cidade. Sinceramente não tem muita coisa pra se ver lá não. Tem a parte central, onde tava tendo a feirinha, que tinha a igreja, dois castelos, o Neu e o Altes (novo e velho), além da praça. Além disso, ali do lado tem um parque, que a gente andou. Tinha ainda o museu da Mercedes, mas como a gente ia embora a tarde e ficava um pouco afastado da cidade, nem rolou de ir.
Parque de Stuttgart
A tarde fomos pra Nuremberg. Sim, a cidade que é famosa pelos Julgamentos de Nuremberg, onde os chefes alemães foram julgados depois da Segunda Guerra. Além disso, a cidade tem  toda uma estrutura de feudo: pequena, murada e tal. Deixamos as malas no Hostel e fomos passear. Já tava rolando a feirinha mágica. Como a cidade é pequena, quase toda ela fica cheia de barraquinhas vendendo comidas típicas e lembrancinhas, além de parques de diversão e tal. Pra jantar a gente deu um role e achou um restaurante (detalhe que eram tipo 17h, tava tudo escuro e a gente procurando lugar pra comer huauhhahua). Depois ainda a gente foi prum barzinho, mas nem ficamos muito tempo.
 Dia seguinte eu e o Guegs perdemos o horário e a galera foi fazer as compras pra ceia. Quando saímos, eu e ele fomos conhecer a cidade. Como a cidade é pequena, eu acho que conheci tudo hauahuauhua A gente foi na igreja, depois subimos até uma das torres de observação, do lado do castelo, onde a galera se escondia quando tinha um ataque à cidade. Ainda fomos até o local dos Julgamentos, mas como era véspera de Natal não tinha muita gente querendo trabalhar hahaha. Pra terminar demos um role na feirinha, onde a gente comeu uns esquemas típicos, com linguiça, e também uma batata estranha frita e meio doce, que tem em todo lugar.
Às duas foi todo mundo mudar de hostel, porque a gente tinha visto na net que o outro tinha cozinha, dae ia dar pra preparar a ceia. Descansamos a tarde e depois as meninas foram preparar o jantar. Fotos abaixo. Fui muito bom! Parabéns às meninas! hahaha O Filipe e a Vitoria (Poli-Centrale Lille) também vieram ceiar com a gente. Detalhe exclusivo pro vídeo que elas fizeram (desculpa, mas não vou por aqui não uhahua). Fui eu filmar elas 'cantando' uma música de natal (Mary Cristo, dos Tribalistas). Maluco, que dificuldade! Primeiro que tava as 3 com um chapeu de natal que tinha tipo uma mola em cima. Dae só de ver aquele negócio balançando já dava vontade de rir. E depois elas cantando né. Não conseguimos filmar. Deve ter um milhão de vídeos de making of com a gente rindo. Acabou que eu desisti de filmar e depois o Luis foi filmar.
Ceia de Natal
No dia seguinte almoçamos de novo a ceia e em seguida pegamos um trem para Munique. E lá fomos nós de novo pra Munique, a cidade do Oktober. Não tava rolando o Oktober, mas as cervejas continuaram lá. Chegamos, deixamos as malas no hostel e fomos passear. O ruim de viajar no inverno é o tempo de sol. Não fica bom pra tirar fotos. O tempo também não ajuda. Passeamos pelo centro. O lugar mais da hora o Rathaus (prefeitura), que fica na Marienplatz. Parece uma igreja, mas é a prefeitura de Munique.
Rathaus
Pra terminar a noite a gente tentou ir na feirinha que deveria estar rolando no lugar onde é o Oktober, mas estava tudo escuro. Então, já que não rolou a feirinha a gente foi na cervejaria Hacker-Pschorr. Tava vazio lá e o garçom falava um pouco de francês. Muito gente boa.

Fussen
No dia seguinte a gente resolveu ir pra Fussen, que é uma cidadezinha no sul da Alemanha, onde fica o castelo de Neuschwanstein, que inspirou o castelo da Disney. Sinceramente não vi muita semelhança entre os dois, mas sei lá né. O Filipe e a Vitória também foram com a gente. Bem bacana. Parece que o Rei lá (esqueci o nome) tava construindo o castelo, mas um dia foi pra Munique e sumiu. O castelo tá em construção até hoje (parece que é bonito aqui na Europa o prédio não estar terminado hahaha). 
Subimos o morro a pé, uma puta de uma subida. Fizemos o tour no castelo (na verdade em Fussen tem 2 castelos, mas só fomos visitar o mais famoso). A mulher falava inglês muito carregado do alemão, que algumas partes não dava pra entender. Outra coisa engraçada foi que eu encontrei o Matheus, que estudou comigo no primeiro ano da Poli e que tá em intercâmbio na Alemanha. Mundo pequeno. Comemos no restaurante em cima da montanha e depois voltamos para Munique.
Neuschwanstein Schloss
De noite em Munique a gente foi comer na Hofbrauhaus, uma outra cervejaria de Munique, que a gente tinha ido na tenda no Oktober. Fiz todo mundo provar o famoso joelho de porco. Na verdade todo mundo quis provar porque depois do que eu e o Zé falamos do Oktober, tava todo mundo afim. Comemos e bebemos alguns copos de cerveja (1 litro). Detalhe pra mesa do lado onde rolou uma briga muito da hora. Primeiro que a briga ocorria em alemão. Até pra elogiar alguém em alemão é tenso, agora imagina uma briga. Pois é. Aparentemente era um pai e um filho, mas não dá pra saber ao certo. Começou do nada também, os dois se xingando lá. O moleque muito bêbado também. Rolou umas porradas. E a gente sem poder fazer muita coisa ali do lado e sem poder rir hahahhaha.

No dia seguinte a gente separou meninos e meninas. A gente foi visitar a Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique. Elas, eu sinceramente não sei o que foram fazer, acho que compras. Muito da hora o estádio. Tem uma parte que é o museu deles. Fica até sem graça, porque eles ganharam muitos campeonatos alemães, primeiro e segundo turno. Porém, perderam pro Chelsea na Champions, que depois perderam pro Timão no Mundial. Que pena. Mas tinha até uma parte do museu deles onde tinha um vídeo com essa história. Achei legal que eles não esconderam isso.
Museu do Bayern Munchen
A noite a gente procurou vários lugares para comer, mas acabamos voltando pra HofBrauHaus. Beber mais um pouco. Encontramos uma família de brasileiros e ficamos conversando lá.

Museu da BMW
No dia seguinte, sexta, a gente dividiu de novo. Eu e o Guegs fomos no museu da BMW. Animal. Do lado fica a cidade olímpica das Olimpíadas que teve lá em 1972. Tava garoando na hora, então as fotos não ficaram boas. Tinha uma torre enorme lá também que eu não sei pra que servia, talvez televisão mesmo.
O museu da BMW na verdade são dois. O primeiro é um museu onde ficam expostos todos os carros deles que estão à venda, que é gratuito. Tentei comprar um lá, mas tinha esquecido o talão de cheque huauahua Muito da hora os carros. Chegamos na hora que abria, então tava vazio. O problema é que ninguém tava entrando nos carros. Só quando mais gente chegou que a gente viu que podia entrar. Mas ae já tinha bastante gente pra entrar neles. Tinha uma parte de motos também. O outro museu, pago, mostra a evolução dos carro da BMW. Muito da hora também. Vale a pena ir.
Museu da BMW- carro de "tecido"
Na volta pro hostel a gente foi ver a Chinesischer Turm (torre chinesa). Chegamos perto do lugar lá e tava os dois perdidos, olhando o mapa. Dae um senhor alemão passando na rua perguntou num inglês carregado pra onde que a gente queria ir. Quando a gente respondeu ele falou pra seguir ele. Deu as sacolas que tava carregando pro Guegs e começou a andar conversando com a gente. E o medo que bateu nessa hora uhahuahuahuahua. Entramos numa rua perdida lá e começamos a andar. Ele morava do lado da entrada do parque e depois ensinou a gente como chegava lá. A torre em si é da hora. Mas tava no inverno, nublado, e tinha um monte de gente trabalhando lá pra desfazer a feirinha de natal de tinha rolado ali. Então não foi uma experiência útil.

À tarde a gente embarcou pra Dresden: 6 horas de viagem. Depois de dormir, enrolar, fazer tudo possível, resolvi mostrar como que eu manjo de alemão. A mulher do trem avisou pelo sistema de som alguma coisa em alemão, dae eu virei pro Luis: "A gente vai parar daqui a pouco, e a saída vai ser pelo lado esquerdo do trem.". Ele ficou tipo "Como que você sabe isso?". Ae eu falei que entendi a palavra "links"(esquerdo), e deduzi tudo o resto. uhauhauhauhauhahuau Dito e feito. Uns 5 minutos depois paramos e a saída era pelo lado esquerdo huahauhauhahuahua
Chegamos a noite em Dresden e fomos direto pro hostel. Primeiro susto: o hostel tava fechado. Fechava 22h e era tipo 22h15. Fudeu. Já tava pensando em dormir na estação quando o Luis leu um aviso lá pra tocar a campanhia se a recepção não tivesse aberta. Uns 5 minutos depois a mulher veio receber a gente. Muito simpática. Deixamos as coisas no hostel e fomos para a night. A mulher nos explicou onde que tinha uns barzinhos e a gente foi. Mas os barzinhos que tinham lá e que a gente tentou entrar tavam tipo insuportável o cheiro de cigarro. Tipo que não dava nem pra ficar na porta assim. Câncer na certa. Rodamos bastante e entramos num pubzinho onde não tinha ninguém fumando e ficamos por lá.
Da hora de Dresden é que foi a única cidade da Alemanha Oriental que a gente visitou (exceto Berlim, que foi das duas Alemanhas né). Dá pra notar bem a diferença dos estilos e tal.
Theaterplatz de Dresden
No dia seguinte fomos turistar pela cidade. Muito bonita também, com um estilo diferente. Fez até um sol no dia. Entramos na igreja e tal. Na hora do almoço arranjamos um bistro de um hotel pra comer. Coisa fina, mas comemos pizza huauhhua
De noite a gente cozinhou na cozinha do hostel. Frango assado. E depois compramos umas cervejas e ficamos por lá mesmo. Encontramos um australiano que tava viajando umas 6 semanas pela Europa sozinho.
Mas o rolê de Dresden mesmo foi fazer a reserva de trem. Alguns trens que se pega com o Pass tem que fazer reserva. Na Alemanha não precisa, mas outros, como o TGV na França precisa. O Guegs ia de Berlim pra Amsterdam depois do Reveillon e foi lá fazer a reserva. E eu fui junto. Pra variar a tia não falava inglês. Como é a parte socialista da Alemanha, as pessoas mais velhas foram educadas com russo como segunda língua. Dae eu e o Guegs, que também fez um tempo de alemão, começamos a soltar um monte de palavras perdida pra ver se a tia entendia e fazia a reserva pra gente. A tia devia tá se divertindo lá huauaauhahua Depois de um sufoco conseguimos reservar.

Dia seguinte, domingo, fomos para Berlim. deixamos pra reservar o hostel muito perto da viagem e já não tinha hostel no centro. Ficamos um pouco afastado da cidade. Mas nada que pegar metro não resolvia. Chegamos no hostel, deixamos as malas e fomos almoçar. Maluco, muito barato a comida. Pagamos 10 euros em 1 kilo (sim, UM KILO) de joelho e porco com batatas. É verdade que tem os ossos e esse ae também tinha muita gordura, mas é impossível comer inteiro. Depois disso fomos correr achar um supermercado pra comprar as coisas para a festa de Reveillon. Acontece que lá os mercados também estavam fechados. No final achamos um mercado tipo árabe onde compramos as coisas pra fazer sanduiche. À noite a gente resolveu fazer um Pub Crawl. Tem um grupo que organiza, e a vai passando em vários barzinhos, em alguns ganha bebida, e no final entra numa balada. Conhecemos um turco maluco que falava francês e que parecia com o Paolão (Viagem Espanha). A balada foi da hora. Fica do lado do metro. Entramos sem pegar fila porque távamos no Pub Crawl. Encontramos um povo da Centrale que também tinha ido pra Berlim lá dentro. Tinha vários ambientes e tava lotadaço.

Reveillon no Portão de Brandemburgo
Dia seguinte acordamos tarde. Só deu tempo de almoçar, preparar os lanches e partir pro Portão de Brandemburgo. Dizem que é a maior festa de Reveillon do mundo. Sei lá né. Falam pra chegar cedo, porque quando enche não pode entrar mais ninguém. E a gente fez os lanches porque pagar comida lá dentro é muito caro. Chegamos umas 5h30 lá, mas já tava escuro. Já tinha bastante gente, mas não tava lotado. Quando deu umas 8 horas já não dava mais pra andar. Conhecemos uns portugueses malucos lá que conheciam o Liedson hahahahha  também tinha uns italianos idiotas lá e uma francesa que mora em Lyon (mundo pequeno). Tinha umas bandas tocando lá, mas nenhuma assim que eu conhecia. De vez em quando tocava "Ai se eu te pego" e de vez em quando aparecia o cara do Gangnam Style falando no telão, mas ele nem tava lá. À meia noite a tradicional queima de fogos. Depois de um role pra achar todo mundo que tinha se perdido durante a queima de fogos, a gente voltou pro hostel, onde a gente ainda esperou até as 3 horas para acompanhar a virada no Brasil. Abrimos um champagne e tudo.
Reichstag
Brandenburg Tor
 No dia seguinte, primeiro dia do ano, acordamos tarde. Almoçamos e fomos passear pela cidade. Fomos para a parte Oeste. Passamos na frente do Zoologico e entramos no Tiergarten, um parque imenso no meio de Berlim. Tem um obelisco no meio dele com uma estátua dourada de anjo em cima. Mas como era inverno a paisagem tava meio morta, sem folhas nas árvores e coisas assim. Depois fomos até a estação de trem tentar fazer a reserva para voltar pra casa. Novamente a mulher não falava inglês, mas essa foi mais brava e a gente não conseguiu fazer a reserva. Acabou que o trem que a gente pegou não precisou de reserva pra voltar pra casa. À noite já a gente foi ver o muro de Berlim, ou o que sobrou dele. É um dos muros que ficam do lado do rio e tem um monte de pinturas nele. Aparentemente tem um concurso a cada 10 anos pra escolher quem que vai pintá-lo.
Muro de Berlim
No dia seguinte o Guegs foi embora e a gente foi fazer um Free Tour. O Freetour funciona assim: tem um guia que mostra os principais pontos turísticos da cidade e explica a história. No final você fica livre pra dar o quanto você quiser. Passamos pelo Reichstag (parlamento), pelo portão de Brandemburgo, o lugar onde ficava o bunker do Hitler, um memorial do holocausto, o Check Point Charlie (uma das bases americanas que controlavam a passagem entre as duas Berlim, até chegar na lha dos Museus, onde tem uns 5 museus, além do Berliner Dom.
Galera no Free Tour
Na quinta, cansados, a gente voltou pra casa. Depois de umas 14 horas de trem a gente chegou em Lyon. Detalhe pro sanduíche: a gente resolveu fazer sanduíches pra levar e comer durante a viagem de volta. Mas como tava tudo em alemão a maionose que a gente comprou tinha um gosto bizarro, meio picante, sei lá. E a gente só descobriu depois que tinha passado tudo nos pães. Tivemos que comer desse jeito mesmo.

Berliner Dom