quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alemanha- Natal e Ano Novo

É, no final do ano decidimos ir pra Alemanha.

Acontece que a Alexandra estava preparando a sua 'viagem dos sonhos' e a gente entrou nela, pra transformar em pesadelo huahuahuauha
Foi eu, a Alexandra, a Isabella (irmã da Ale), o Luis, o Guegs e a Liana.



Pra começar, fomos de trem. As passagens de avião estavam ficando caras, principalmente as de ida e volta. Então vimos o Eurail, que é uma passagem de trem que te dá viagens ilimitadas pela Europa. O pacote que a gente comprou dava 15 dias consecutivos em 23 países da Europa. Valia muito a pena, visto os preços das passagens. Reservamos alguns hosteis e viajamos.
Detalhe pras restrições: o Natal tinha que ser em Nuremberg, que tem a feirinha mágica, o Ano Novo em Berlim, que tem o maior Reveillon do mundo, e tínhamos que ir até o Castelo de Neuschwanstein, o que inspirou o castelo da Disney.

Começando bem a viagem, fizemos um jantar no X1 pra ajeitar as últimas coisas e pra complementar, eu e o Luis viramos a noite ajeitando uns detalhes no aplicativo que a gente fez. 5 horas da manhã saia nosso ônibus daqui da École. Presença ilustre do Zé e da mãe dele. Eles iam passar as Festas em outro lugar, mas até pegaram o mesmo trem que a gente. A ida até a estação foi só risada com eles huahuahua Chegando lá, a gente foi validar o Eurail no guiche e embarcamos.

Stuttgart- Cerveja alemã, pra variar
 Primeiro destino: Stuttgart. A cidade foi escolhida por ficar no meio do caminho entre Lyon e Nuremberg. A viagem direta ia ser muito longa e cansativa, dae a gente resolveu quebrar em 2 dias. Com duas conexões no caminho, chegamos a Stuttgart. A cidade é pequena, sei lá, não tinha muitas coisas pra fazer. Chegamos, pegamos um táxi de 6 pessoas até o hostel, deixamos as coisas e fomos turistar. Tava rolando uma feirinha de Natal lá. Comemos um sanduiche de linguiça (sim, os alemães curtem comer linguiça) e tomamos um chocolate quente lá. Tava chovendo, então não deu pra aproveitar direito a feirinha. No final da noite a gente arranjou um bar chamado "Classic Rock", onde a gente tomou umas cervejas que vinham em jarras de 1,5L. No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer a cidade. Sinceramente não tem muita coisa pra se ver lá não. Tem a parte central, onde tava tendo a feirinha, que tinha a igreja, dois castelos, o Neu e o Altes (novo e velho), além da praça. Além disso, ali do lado tem um parque, que a gente andou. Tinha ainda o museu da Mercedes, mas como a gente ia embora a tarde e ficava um pouco afastado da cidade, nem rolou de ir.
Parque de Stuttgart
A tarde fomos pra Nuremberg. Sim, a cidade que é famosa pelos Julgamentos de Nuremberg, onde os chefes alemães foram julgados depois da Segunda Guerra. Além disso, a cidade tem  toda uma estrutura de feudo: pequena, murada e tal. Deixamos as malas no Hostel e fomos passear. Já tava rolando a feirinha mágica. Como a cidade é pequena, quase toda ela fica cheia de barraquinhas vendendo comidas típicas e lembrancinhas, além de parques de diversão e tal. Pra jantar a gente deu um role e achou um restaurante (detalhe que eram tipo 17h, tava tudo escuro e a gente procurando lugar pra comer huauhhahua). Depois ainda a gente foi prum barzinho, mas nem ficamos muito tempo.
 Dia seguinte eu e o Guegs perdemos o horário e a galera foi fazer as compras pra ceia. Quando saímos, eu e ele fomos conhecer a cidade. Como a cidade é pequena, eu acho que conheci tudo hauahuauhua A gente foi na igreja, depois subimos até uma das torres de observação, do lado do castelo, onde a galera se escondia quando tinha um ataque à cidade. Ainda fomos até o local dos Julgamentos, mas como era véspera de Natal não tinha muita gente querendo trabalhar hahaha. Pra terminar demos um role na feirinha, onde a gente comeu uns esquemas típicos, com linguiça, e também uma batata estranha frita e meio doce, que tem em todo lugar.
Às duas foi todo mundo mudar de hostel, porque a gente tinha visto na net que o outro tinha cozinha, dae ia dar pra preparar a ceia. Descansamos a tarde e depois as meninas foram preparar o jantar. Fotos abaixo. Fui muito bom! Parabéns às meninas! hahaha O Filipe e a Vitoria (Poli-Centrale Lille) também vieram ceiar com a gente. Detalhe exclusivo pro vídeo que elas fizeram (desculpa, mas não vou por aqui não uhahua). Fui eu filmar elas 'cantando' uma música de natal (Mary Cristo, dos Tribalistas). Maluco, que dificuldade! Primeiro que tava as 3 com um chapeu de natal que tinha tipo uma mola em cima. Dae só de ver aquele negócio balançando já dava vontade de rir. E depois elas cantando né. Não conseguimos filmar. Deve ter um milhão de vídeos de making of com a gente rindo. Acabou que eu desisti de filmar e depois o Luis foi filmar.
Ceia de Natal
No dia seguinte almoçamos de novo a ceia e em seguida pegamos um trem para Munique. E lá fomos nós de novo pra Munique, a cidade do Oktober. Não tava rolando o Oktober, mas as cervejas continuaram lá. Chegamos, deixamos as malas no hostel e fomos passear. O ruim de viajar no inverno é o tempo de sol. Não fica bom pra tirar fotos. O tempo também não ajuda. Passeamos pelo centro. O lugar mais da hora o Rathaus (prefeitura), que fica na Marienplatz. Parece uma igreja, mas é a prefeitura de Munique.
Rathaus
Pra terminar a noite a gente tentou ir na feirinha que deveria estar rolando no lugar onde é o Oktober, mas estava tudo escuro. Então, já que não rolou a feirinha a gente foi na cervejaria Hacker-Pschorr. Tava vazio lá e o garçom falava um pouco de francês. Muito gente boa.

Fussen
No dia seguinte a gente resolveu ir pra Fussen, que é uma cidadezinha no sul da Alemanha, onde fica o castelo de Neuschwanstein, que inspirou o castelo da Disney. Sinceramente não vi muita semelhança entre os dois, mas sei lá né. O Filipe e a Vitória também foram com a gente. Bem bacana. Parece que o Rei lá (esqueci o nome) tava construindo o castelo, mas um dia foi pra Munique e sumiu. O castelo tá em construção até hoje (parece que é bonito aqui na Europa o prédio não estar terminado hahaha). 
Subimos o morro a pé, uma puta de uma subida. Fizemos o tour no castelo (na verdade em Fussen tem 2 castelos, mas só fomos visitar o mais famoso). A mulher falava inglês muito carregado do alemão, que algumas partes não dava pra entender. Outra coisa engraçada foi que eu encontrei o Matheus, que estudou comigo no primeiro ano da Poli e que tá em intercâmbio na Alemanha. Mundo pequeno. Comemos no restaurante em cima da montanha e depois voltamos para Munique.
Neuschwanstein Schloss
De noite em Munique a gente foi comer na Hofbrauhaus, uma outra cervejaria de Munique, que a gente tinha ido na tenda no Oktober. Fiz todo mundo provar o famoso joelho de porco. Na verdade todo mundo quis provar porque depois do que eu e o Zé falamos do Oktober, tava todo mundo afim. Comemos e bebemos alguns copos de cerveja (1 litro). Detalhe pra mesa do lado onde rolou uma briga muito da hora. Primeiro que a briga ocorria em alemão. Até pra elogiar alguém em alemão é tenso, agora imagina uma briga. Pois é. Aparentemente era um pai e um filho, mas não dá pra saber ao certo. Começou do nada também, os dois se xingando lá. O moleque muito bêbado também. Rolou umas porradas. E a gente sem poder fazer muita coisa ali do lado e sem poder rir hahahhaha.

No dia seguinte a gente separou meninos e meninas. A gente foi visitar a Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique. Elas, eu sinceramente não sei o que foram fazer, acho que compras. Muito da hora o estádio. Tem uma parte que é o museu deles. Fica até sem graça, porque eles ganharam muitos campeonatos alemães, primeiro e segundo turno. Porém, perderam pro Chelsea na Champions, que depois perderam pro Timão no Mundial. Que pena. Mas tinha até uma parte do museu deles onde tinha um vídeo com essa história. Achei legal que eles não esconderam isso.
Museu do Bayern Munchen
A noite a gente procurou vários lugares para comer, mas acabamos voltando pra HofBrauHaus. Beber mais um pouco. Encontramos uma família de brasileiros e ficamos conversando lá.

Museu da BMW
No dia seguinte, sexta, a gente dividiu de novo. Eu e o Guegs fomos no museu da BMW. Animal. Do lado fica a cidade olímpica das Olimpíadas que teve lá em 1972. Tava garoando na hora, então as fotos não ficaram boas. Tinha uma torre enorme lá também que eu não sei pra que servia, talvez televisão mesmo.
O museu da BMW na verdade são dois. O primeiro é um museu onde ficam expostos todos os carros deles que estão à venda, que é gratuito. Tentei comprar um lá, mas tinha esquecido o talão de cheque huauahua Muito da hora os carros. Chegamos na hora que abria, então tava vazio. O problema é que ninguém tava entrando nos carros. Só quando mais gente chegou que a gente viu que podia entrar. Mas ae já tinha bastante gente pra entrar neles. Tinha uma parte de motos também. O outro museu, pago, mostra a evolução dos carro da BMW. Muito da hora também. Vale a pena ir.
Museu da BMW- carro de "tecido"
Na volta pro hostel a gente foi ver a Chinesischer Turm (torre chinesa). Chegamos perto do lugar lá e tava os dois perdidos, olhando o mapa. Dae um senhor alemão passando na rua perguntou num inglês carregado pra onde que a gente queria ir. Quando a gente respondeu ele falou pra seguir ele. Deu as sacolas que tava carregando pro Guegs e começou a andar conversando com a gente. E o medo que bateu nessa hora uhahuahuahuahua. Entramos numa rua perdida lá e começamos a andar. Ele morava do lado da entrada do parque e depois ensinou a gente como chegava lá. A torre em si é da hora. Mas tava no inverno, nublado, e tinha um monte de gente trabalhando lá pra desfazer a feirinha de natal de tinha rolado ali. Então não foi uma experiência útil.

À tarde a gente embarcou pra Dresden: 6 horas de viagem. Depois de dormir, enrolar, fazer tudo possível, resolvi mostrar como que eu manjo de alemão. A mulher do trem avisou pelo sistema de som alguma coisa em alemão, dae eu virei pro Luis: "A gente vai parar daqui a pouco, e a saída vai ser pelo lado esquerdo do trem.". Ele ficou tipo "Como que você sabe isso?". Ae eu falei que entendi a palavra "links"(esquerdo), e deduzi tudo o resto. uhauhauhauhauhahuau Dito e feito. Uns 5 minutos depois paramos e a saída era pelo lado esquerdo huahauhauhahuahua
Chegamos a noite em Dresden e fomos direto pro hostel. Primeiro susto: o hostel tava fechado. Fechava 22h e era tipo 22h15. Fudeu. Já tava pensando em dormir na estação quando o Luis leu um aviso lá pra tocar a campanhia se a recepção não tivesse aberta. Uns 5 minutos depois a mulher veio receber a gente. Muito simpática. Deixamos as coisas no hostel e fomos para a night. A mulher nos explicou onde que tinha uns barzinhos e a gente foi. Mas os barzinhos que tinham lá e que a gente tentou entrar tavam tipo insuportável o cheiro de cigarro. Tipo que não dava nem pra ficar na porta assim. Câncer na certa. Rodamos bastante e entramos num pubzinho onde não tinha ninguém fumando e ficamos por lá.
Da hora de Dresden é que foi a única cidade da Alemanha Oriental que a gente visitou (exceto Berlim, que foi das duas Alemanhas né). Dá pra notar bem a diferença dos estilos e tal.
Theaterplatz de Dresden
No dia seguinte fomos turistar pela cidade. Muito bonita também, com um estilo diferente. Fez até um sol no dia. Entramos na igreja e tal. Na hora do almoço arranjamos um bistro de um hotel pra comer. Coisa fina, mas comemos pizza huauhhua
De noite a gente cozinhou na cozinha do hostel. Frango assado. E depois compramos umas cervejas e ficamos por lá mesmo. Encontramos um australiano que tava viajando umas 6 semanas pela Europa sozinho.
Mas o rolê de Dresden mesmo foi fazer a reserva de trem. Alguns trens que se pega com o Pass tem que fazer reserva. Na Alemanha não precisa, mas outros, como o TGV na França precisa. O Guegs ia de Berlim pra Amsterdam depois do Reveillon e foi lá fazer a reserva. E eu fui junto. Pra variar a tia não falava inglês. Como é a parte socialista da Alemanha, as pessoas mais velhas foram educadas com russo como segunda língua. Dae eu e o Guegs, que também fez um tempo de alemão, começamos a soltar um monte de palavras perdida pra ver se a tia entendia e fazia a reserva pra gente. A tia devia tá se divertindo lá huauaauhahua Depois de um sufoco conseguimos reservar.

Dia seguinte, domingo, fomos para Berlim. deixamos pra reservar o hostel muito perto da viagem e já não tinha hostel no centro. Ficamos um pouco afastado da cidade. Mas nada que pegar metro não resolvia. Chegamos no hostel, deixamos as malas e fomos almoçar. Maluco, muito barato a comida. Pagamos 10 euros em 1 kilo (sim, UM KILO) de joelho e porco com batatas. É verdade que tem os ossos e esse ae também tinha muita gordura, mas é impossível comer inteiro. Depois disso fomos correr achar um supermercado pra comprar as coisas para a festa de Reveillon. Acontece que lá os mercados também estavam fechados. No final achamos um mercado tipo árabe onde compramos as coisas pra fazer sanduiche. À noite a gente resolveu fazer um Pub Crawl. Tem um grupo que organiza, e a vai passando em vários barzinhos, em alguns ganha bebida, e no final entra numa balada. Conhecemos um turco maluco que falava francês e que parecia com o Paolão (Viagem Espanha). A balada foi da hora. Fica do lado do metro. Entramos sem pegar fila porque távamos no Pub Crawl. Encontramos um povo da Centrale que também tinha ido pra Berlim lá dentro. Tinha vários ambientes e tava lotadaço.

Reveillon no Portão de Brandemburgo
Dia seguinte acordamos tarde. Só deu tempo de almoçar, preparar os lanches e partir pro Portão de Brandemburgo. Dizem que é a maior festa de Reveillon do mundo. Sei lá né. Falam pra chegar cedo, porque quando enche não pode entrar mais ninguém. E a gente fez os lanches porque pagar comida lá dentro é muito caro. Chegamos umas 5h30 lá, mas já tava escuro. Já tinha bastante gente, mas não tava lotado. Quando deu umas 8 horas já não dava mais pra andar. Conhecemos uns portugueses malucos lá que conheciam o Liedson hahahahha  também tinha uns italianos idiotas lá e uma francesa que mora em Lyon (mundo pequeno). Tinha umas bandas tocando lá, mas nenhuma assim que eu conhecia. De vez em quando tocava "Ai se eu te pego" e de vez em quando aparecia o cara do Gangnam Style falando no telão, mas ele nem tava lá. À meia noite a tradicional queima de fogos. Depois de um role pra achar todo mundo que tinha se perdido durante a queima de fogos, a gente voltou pro hostel, onde a gente ainda esperou até as 3 horas para acompanhar a virada no Brasil. Abrimos um champagne e tudo.
Reichstag
Brandenburg Tor
 No dia seguinte, primeiro dia do ano, acordamos tarde. Almoçamos e fomos passear pela cidade. Fomos para a parte Oeste. Passamos na frente do Zoologico e entramos no Tiergarten, um parque imenso no meio de Berlim. Tem um obelisco no meio dele com uma estátua dourada de anjo em cima. Mas como era inverno a paisagem tava meio morta, sem folhas nas árvores e coisas assim. Depois fomos até a estação de trem tentar fazer a reserva para voltar pra casa. Novamente a mulher não falava inglês, mas essa foi mais brava e a gente não conseguiu fazer a reserva. Acabou que o trem que a gente pegou não precisou de reserva pra voltar pra casa. À noite já a gente foi ver o muro de Berlim, ou o que sobrou dele. É um dos muros que ficam do lado do rio e tem um monte de pinturas nele. Aparentemente tem um concurso a cada 10 anos pra escolher quem que vai pintá-lo.
Muro de Berlim
No dia seguinte o Guegs foi embora e a gente foi fazer um Free Tour. O Freetour funciona assim: tem um guia que mostra os principais pontos turísticos da cidade e explica a história. No final você fica livre pra dar o quanto você quiser. Passamos pelo Reichstag (parlamento), pelo portão de Brandemburgo, o lugar onde ficava o bunker do Hitler, um memorial do holocausto, o Check Point Charlie (uma das bases americanas que controlavam a passagem entre as duas Berlim, até chegar na lha dos Museus, onde tem uns 5 museus, além do Berliner Dom.
Galera no Free Tour
Na quinta, cansados, a gente voltou pra casa. Depois de umas 14 horas de trem a gente chegou em Lyon. Detalhe pro sanduíche: a gente resolveu fazer sanduíches pra levar e comer durante a viagem de volta. Mas como tava tudo em alemão a maionose que a gente comprou tinha um gosto bizarro, meio picante, sei lá. E a gente só descobriu depois que tinha passado tudo nos pães. Tivemos que comer desse jeito mesmo.

Berliner Dom

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Fim do Mundo

Bom, a ideia era ter feito vários post, mas estive meio ocupado nesses últimos meses. Vai tudo de uma vez mesmo.

Para começar, vou contar sobre o final de semana antes do Toussaint (Portugal e Espanha). Foi eu, o Luis e o Guegs pra Lyon, turistar. Subimos a Fourvière, um dos montes de Lyon. Tem uma igreja lá em cima. Para começar, a subida é foda hahahaha Tem um metro, mas a gente tinha que fazer a pé né... Bem bacana a igreja lá. Bastante coisas de ouro e tal. Outra vantagem é a vista que se tem de Lyon lá de cima. Dá pra ver tudo!!


Outra coisa que preciso contar é sobre o handebol. Começou o torneio aqui. Não sei o nome, quem participa e nada. Só jogo uhahuahuahua Fizemos já uns 6 jogos. To conseguindo jogar até que bem... A diferença é que aqui tem menos gente, dae dá pra jogar quase o jogo inteiro. Detalhe pro número de machucados no nosso time, uns 7. Sinceramente eu acho que foi por causa da nossa "pré-temporada". Começar a treinar no pau que nem foi ia causar alguma merda. Achei que nunca ia falar isso, mas os treinos físicos que a gente faz no começo do ano da Poli fazem bastante diferença (mas mesmo assim são chatos de fazer hahaha). Sem contar o frio que atrapalha um pouco... A gente jogou contra um time lá e perdeu de muito. No jogo de volta contra eles, sem um monte dos machucados, a gente teve que jogar com 1 a menos na quadra e perdeu de 1 gol só. Coisa maluca.

Continuando a lista de coisas, chegamos nas provas de Mathématiques. Basicamente são as únicas provas importantes de 2012 (tem também uma série de testinhos, mas tem peso menor nas notas). Bastante matéria já tinha visto na poli: na teoria é um mix de cálculo, algelin e numérico, na prática eles dão uma afrancesada e ninguém entende nada uhaauhhua Detalhe pras provas que começam com uma parte onde o prof pede uns teoremas e você tem que tê-los decorado e na hora da prova escrever com as mesmas palavras. Coisa muito útil. xP

Vista do alto da Fourviere
Seguindo, no começo de dezembro rola em Lyon a Fête des Lumières (Festa das Luzes). Dia 8 de dezembro, pra ser mais específico. Diz a lenda que a Europa estava sendo atacada por uma peste e os lyonenses rezaram pra virgem maria e não foram atingidos. Mas um dos anos a cidade foi pega por uma enchente dos rios e a população não pode subir até a igreja de Fourviere para agradecer, então puseram velas nas janelas. Desde então é tradição na cidade a data. Vieram um monte de brasileiros para a festa (falou em festa é com nóis mesmo). Aqui em casa ficou o Vinicius, que estudou mecatrônica comigo na Poli e agora tá na Alemanha, um amigo mexicano dele, que também tá na Alemanha, e o Igor, também da Poli, que tá estudando na Centrale Paris. Tudo isso aqui nos 13m² que eu chamo de casa. A gente se apertou aqui, mas deu. Já na quinta feira a gente foi pra Lyon pra ver a festa. Muito bonito. A cidade inteira fica iluminada para a festa. Os principais monumentos da cidade ficam decorados. Mas o esquema não é que nem a gente põe luzinhas de natal na varanda. Tem uns projetores animais que jogam luzes nas paredes e realmente dão vida aos prédios. Com isso eles fazem um show de luzes e cores. Só vendo pra entender. Vou por umas fotos, mas não é a mesma coisa.

Dragão
Essa foto do dragão tem história. Andando por Lyon a gente passou e viu umas luzes né. Ae foto todo mundo tirar foto. Depois de um tempo e a gente resolveu continuar. Andando pro outro lado das luzes a gente percebeu que na verdade aquilo era a 'bunda' do dragão e a frente era do outro lado hahahaha
Cathédrale Saint-Jean iluminada
Das outras atrações, os destaques foram a Cathédrale Saint-Jean (acima), que tinha um show de uns 6 min em que as luzes mudavam a fachada dela. Fica muito perfeito. Uns efeitos 3D bem bacanas. Além disso, a Place des Terraux, em que tinha um show também, e eles iluminaram a Prefeitura e o Museu de Belas Artes. Impressionante. Fica muito real. Tinha uma hora que parecia que o cara 'abria' o prédio.
Na sexta e no sábado a cidade estava realmente lotada. Ficava impossivel pra andar nela. Eu, o Vinicius e o mexicano tentamos arranjar um lugar pra comer no sábado, mas tava impossível, tudo lotado. No final do sábado rolou uma queima de fogos ainda.


Outra atração do mês de dezembro foi a nossa bouffe (jantar, comida) japonesa. Eu e a Sara. A gente descobriu que tinha um lugar em Lyon onde dava pra comprar comida japonesa, fomos atrás e compramos os ingredientes. Peguei na internet como que se fazia o gohan e fomos nós tentar. No começo a gente fez só pruma galera pequena, pra experimentar, e depois pra todo mundo. Ficou bonito. Mamãe, papai, tios e batians aprovaram a cara da nossa brincadeira huahuahuhua Isso porque eles não comeram né. Mas ninguém reclamou não huahuahuhua Estou craque em enrolar temaki huahahua Vai aqui uma foto pra vocês passarem vontade.

Além disso, dezembro foi o mês do Mundial de Clubes. A grande preocupação era como a gente ia conseguir ver os jogos. A internet aqui da Ecole não permite ver streams ao vivo. Dae o meu padrinho Ranyer, que comprou uma internet a parte, deixou a gente ir lá ver o jogo na casa dele. Primeiro jogo a gente começou vendo no corredor até que ele chegasse. Ficou eu e o Luis lá gritando na hora do gol. Na final a gente começou vendo pela internet, mas depois a Helena avisou que tava passando na TV francesa. Matou dois coelhos numa caixa d'água só: a imagem não travava mais e não tinha que aguentar o Galvão. Na hora do gol todo mundo foi a loucura. No final até o Ranyer, que não é corintiano, tava torcendo com a gente. Nota pro Guilherme, que mandou "porra, achoq o corinthians fez um gol...pq todo o paul comparat ta ouvindo...kct até aqui xD" uhhuahuahua


Pra finalizar o ano, eu e o Luis lançamos um aplicativo na Play Store. Basicamente é um joguinho pra jogar no celular, ele dá uma imagem de algum lugar no mundo e você tem que adivinhar onde que é. Bem bacana. A ideia surgiu na ida pro Oktober e a gente tá desde então trabalhando nisso, uns 3 meses quase. Pra quem quiser baixar, o nome é BackPackers. Por enquanto é só pra celulares Android. Em breve a gente lança pra iPhone também. Deu um trabalho grande, porque saímos do zero, mas ficou bom. Isso ocupou grande parte do tempo de dezembro.

Curtam nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Backpackers/412030418865046?fref=ts

E baixem o aplicativo!!!


PS: O mundo não acabou.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Portugal e Espanha- Parte 2: Espanha

Continuação do texto sobre nossa viagem no feriado de Toussaint para Portugal e Espanha.

Primeira parte: http://nabocadolyon.blogspot.fr/2012/11/portugal-e-espanha-parte-1-portugal.html

Chegamos em Madrid. Na hora de pegar o metrô pra ir até a casa do Paolão, amigo do Guegs, a gente foi analisar os preços. Ali valia a pena comprar o ticket diário, já que a gente ia ficar 3 dias na cidade. Nisso a gente encontrou uma senhora brasileira que nos ajudou bastante. Ela falou que tinha uma tarifa que tinha que pagar pros metrôs que chegavam no aeroporto, e que tinha muito estudante que não sabia e acabava pagando multa por causa disso. Além disso ela deu um mapa de Madrid. Chegando na casa do Paolão (ele mora com um espanhol e um holandês num apartamento), a gente largou o 'corpo' e foi no Carrefour comprar comidas e bebidas.
Plaza de España
Depois disso a gente foi dar um rolê pela cidade com o Paolão e o holandês. Andamos por um calçadão cheio de lojas até a Gran Via, uma das ruas principais de lá. Bastante movimentada. Andamos até chegar na Plaza de España, onde tem o Edificio España, que é um dos mais altos de Madrid, e um monumento a Cervantes. Depois andamos até o Templo Debod, que é um templo egipcio que os espanhois trouxeram do Egito. Não rolou entrar por causa do horário. Ali ainda tem um mirante, onde dá pra ver o Palacio Real.
Palacio Real ao fundo
Templo de Debod
Depois a gente caminhou até o Palacio Real. O prédio é imenso. Juro. Também tava fechado quando a gente passou. Tem umas praças em volta, com um monte de estátuas. E mais pra frente tem a Catedral de la Almudena, onde eu e o Luis tentamos tirar uma foto panorâmica com ele nas duas pontas, mas nem rolou hahahahaha
Palacio Real
Catedral de la Almudena
Depois dali a gente foi até a Plaza Mayor. Juro que achei que era maior huauhhua Tem um monte de restaurante ali, mas a gente nem ficou por lá. Deve ser muito mais caro. Dai a gente foi pra Plaza do Sol, que é o point da cidade. Fica um milhão de pessoas por lá. Tinha até aqueles grupos mexicanos que tocam o "Libertadooores" por lá. E tinha a sensacional estátua do urso e da árvore. Paolão virou pra gente falando que a gente tinha que ver, que era um dos símbolos de Madrid, mas ninguém conhecia uhahuahuahua
Plaza Mayor
Urso beijando uma árvore, um dos símbolos de Madrid
Não lembro mais o que a gente comeu aquele dia. Mas foi naquele dia que eu descobri a maior mentira da Espanha. Nos livros de viagem que eu aluguei na biblioteca da Centrale tinha que era obrigação comer os tapas espanhois. Quando chego lá, o esquema dos tapas é que tapas é qualquer coisa, tipo porção assim. Por exemplo, uma porção de azeitonas é tapas. Uma porção de salame é tapas. Ridículo.
De noite o Azeite e a Rafa apareceram no ape do Paolão e a gente foi numa festa de Halloween da faculdade do Paolão, só que sem fantasia. Foi muito da hora. Maioria ali era estrangeiro. A gente encontrou umas francesas e conseguiu se comunicar também hahahaha No final, tivemos a aparição da agulhada e pra terminar a noite voltamos a pé pra casa.
No dia seguinte a gente acordou, comeu a comida que tinha comprado no dia anterior e saímos. Detalhe pro Luis Felipe, que roncou muito alto, tão alto que acordou com o próprio ronco hahuauhauhahu Fomos pra parte Leste da  cidade. Saímos em direção às Puerta de Europa, que são dois prédios inclinados de 15 graus, um em direção ao outro (não ficou boa a explicação, mas olha a foto ae).
Puerta de Europa
Dai depois a gente foi no Museu de Reina Sofia. Tem muita coisa surrealista por lá. E tinha a obra Guernica, do Picasso. Uma parede só pra ela. Tem bastante obra moderna por lá. Entrada gratuita pra estudantes universitários. Maioria dos museus aqui na Europa tem desconto ou mesmo entrada livre.
Museu Reina Sofia
Em seguida a gente foi até o Museu do Prado, que é o mais famoso da Espanha, mas como era feriado de Todos os Santos (1/11), a entrada tava lotadassa. Tinha uma fila enorme pra entrar, dae a gente nem entrou. Fomos até o Parque de el Retiro. Fica do lado do Prado, e é gigante. Tava cheio também. Muito bonito. Tem um lago bem no meio, onde pessoal anda de pedalinho, e do lado dele tinha uma construção com umas estátuas de leão.
Estátua de Goya, ao lado do Museu do Prado
Saindo do Parque, tem a Plaza de la Independencia, com a Puerta de Alcalá.
Puerta de Alcalá
Pra comer a gente foi num restaurante que faz sanduichinhos. Tem um nome, mas esqueci. Tem tipo uns 100 sabores diferentes. E tem cerveja a 1 euro hahuauahua
Voltando pra casa tava o espanhol assistindo o jogo do Real Madrid. Não era contra o Barcelona, então certeza que ele ia ganhar, mas mesmo assim ele tava torcendo pra caramba. É que nem a gente torcendo pro Corinthians...
A noite a gente foi na Kapital. É uma balada muito foda. Tem tipo uns 7 andares, cada andar com um tipo de música diferente. Encontramos a Alexandra e o pessoal que tinha ido pro Marrocos com ela. Muito caro lá dentro também. Tivemos a grandiosa presença de Gustavo e suas piadas horríveis também huauahuauh Detalhe para esculturas de bexiga no meio da balada hahahaha

No dia seguinte a gente acordou e pegou o voo pra Barcelona. Saimos do metro numa parada antes, porque nos enganamos de terminal. Dae sorte que tinha chegado antes e deu tempo pra pegar um ônibus que ia até o outro terminal. O vôo foi tranquilo. Chegando em Barcelona a gente foi saindo do aeroporto, pra pegar as malas, mas acabou que a gente saiu mesmo, e não viu o lugar que era pra pegar as malas. Dae tivemos que andar pra caramba pra pedir informações sobre onde a gente entrava pra pegar a mala. Uma hora lá o Luis parou de tentar falar inglês e ninguém entender, dae falou em português mesmo e a mulher entendeu e mandou a gente pra outro lugar la. Acabou que eu e o Luis entramos pela saída, sem ninguém parar a gente, a gente foi até a esteira, pegou a mala e vazou. Segurança zero huahuahua
Fomos de Airbus até a Plaza de Catalunya, onde ficava nosso Hostel. Reservamos o nosso único hotel num dos points da cidade, mas ele ia ser detetizado aquele fim de semana, dae a gente foi transferido pra um outro da rede, que ficava um pouco mais longe do centro e mais perto da Sagrada Familia. Muito bom o Hostel, Saint Jordi. Ficamos em um quarto de 8 pessoas, com uns caras que a gente não conversou uhauhahua Esqueci de falar que era aniversário do Luis na sexta. Dae a gente foi comemorar. Ele comprou uma garrafa de Black e uma de Red Label. No hostel mesmo um brasileiro que trabalha lá falou que a gente não ia conseguir entrar na balada que queria, por causa do tênis. Mesmo assim tentamos ir, e fomos barrados hahahaha Dae fomos pra Razz Mataz, que é uma balada meio underground, eu, Guegs, Luis, Azeite e Rafa.
No dia seguinte acordamos um pouco tarde e fomos almoçar paella num restaurante com uns Chineses atendendo huahuauhhua Num tava muito boa não. Depois fomos no jogo do Barcelona conta o Celta de Vigo. Bem tranquilo, compramos ingresso pela internet e era só trocar na hora do jogo. Compramos os mais baratos, ou seja, ficamos lá em cimão do estádio. O estádio por fora não parece ser tao grande, mas por dentro é enorme. Cabe um milhão de pessoas lá dentro. Na hora de comprar não tinha muito ticket pra comprar porque lá as pessoas compram uma cadeira pra temporada inteira, dae dependendo se vão ou não no jogo eles liberam a venda, e ficam com o dinheiro. Dae a gente comprou, mas não conseguiu sentar junto. Acontece que muita gente não vai. Dae fica muita cadeira vazia, então no segundo tempo a gente mudou de lugar e sentou junto. Os caras jogam muito. Absurdo. Messi não jogou muito não. Filho dele tinha nascido e tal. Teve um gol que tava muito impedido. Muito. Do outro lado do campo deu pra ver uhahuahuhua A torcida do Celta de Vigo, que tinha uma dúzia de caras, ficou gritando o jogo inteiro. Mesmo com os gols do Barça. Foram a loucura quando o time fez o gol. 3 a 1 no final. Sei lá, eu também não ia nos jogos no Brasil, mas não tem graça ir no jogo aqui. A torcida, que tem uns 60 mil caras no estádio fica o jogo inteiro sentado quieto. De vez em quando tem um "Barça, barça" e só. Se for assim é melhor ficar em casa, vendo no sofá e podendo ter o replay.
Camp Nou. Barcelona 3 x 1 Celta de Vigo
Na volta resolvemos comer perto do estádio. Andamos um tanto até achar um lugar mais vazio. Comemos num restaurante italiano. Tinha um garçom brasileiro lá também. Foi fina a comida que comemos. Alguma hora tinha que comer bem né. Voltamos pro hostel e nem saimos aquele dia.
No outro dia, recuperados, acordamos cedo pra turistar. Fomos no Parc Guell, que fica no alto da cidade e da pra ver tudo. Pena que choveu um pouco. Tem um monte de obras do Gaudi lá. Feita com pedaços de azulejos. Tem também o lagarto, que é um dos símbolos de Barcelona, com um milhão de pessoas tentando tirar foto dele. E também 2 casas feitas pelo Gaudi. Comemos uma Paella ali perto e fomos de metrô até a Sagrada Família.
Sagrada Familia
A Sagrada Familia é a principal atração de Barcelona. Desenhada pelo Gaudi, ela começou a ser construida em 1882 e ainda não tá pronta hahahaha Tem muito detalhe pequeno nela. Ficamos um tempo ali, ouvindo uma guia francesa explicar algumas coisas hahahahaha
Na Boca do Lyon, Monument a Colon
Depois fomos até a praia de Barcelona e vimos o Mar Mediterrâneo. Fomos margeando a praia e chegamos na La Rambla, que é um calçadão, com várias lojas e restaurantes. Andamos até a Plaza de Catalunya, com os dois me enchendo o saco pra pegar um metro, que ia mais rápido huauhauhahua
Arc de Triomf
De lá pegamos o metro e fomos até o Arc de Triomf catalão. Tenho que falar que não tem a mesma beleza do francês hahahaha
Voltamos pro hostel, tomamos banho e resolvemos sair pra comer. Era nossa última noite lá né. Rodamos muito procurando um restaurante bom pra comer e que não fosse junk food. A maioria que tinha era paella ou então os tapas ridículos. E eu enchendo o saco pra gente comer no Hard Rock hahahaha Acabou que a gente cansou de procurar e entrou mesmo no McDonalds.
Na segunda fomos cedo de táxi até a Plaza de Catalunya e pegamos o Airbus até o aeroporto.





  • Achei que esse texto não ficou muito bom hahahaha Não tava tão inspirado e esqueci um monte de coisas.
  • Algumas coisas que eu só citei mas não expliquei não é pra entender mesmo. É mais pra quando eu ler de novo lembrar de coisas que aconteceram e não podem estar aqui hahahha
  • Muito cansativo fazer várias cidades e tentar conhecer tudo e ainda ir pras festas. Mas é assim né, chance única de viajar pra cada lugar desses. Não se sabe quando que eu vou poder voltar pra lá.
  • Vale muito a pena conhecer essas cidades. Acho que a que eu mais curti foi Porto mesmo. Superou as espectativas.
  • As coisas por la são incrivelmente mais baratas do que na França. Uma bolsa que nem a minha dá e sobra.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Portugal e Espanha- Parte 1: Portugal

Bom, tá na hora de escrever sobre a minha primeira grande viagem no Velho Continente.
Fomos para Portugal e Espanha, eu, Guegs e Luis. No total foram 4 cidades: Porto, Lisboa, Madrid e Barcelona.
O plano é escrever sobre a viagem completa em um único post, mas dependendo de como ficar o tamanho, vou quebrar em dois.

Mais ou menos um mês e meio antes a gente começou a ver essa viagem. Escolhemos isso porque o Luis e o Guegs tinham amigos por ali e ficaria mais fácil e cômodo viajar para lá. Fizemos todos os trajetos de avião, menos o Porto-Lisboa, que foi de trem.

A viagem começou na sexta, 26/10. A passagem de avião fica incrivelmente mais barata saindo na sexta do que no sábado. Dae infelizmente tivemos que perder algumas aulinhas da sexta. Pas de problème. Saímos às 9 horas da école, carregando o 'corpo'. A primeira viagem era de RyanAir, uma dessas empresas low cost, que só deixa você embarcar com uma mala pequena, nas dimensões deles. Como a gente teria que levar nossos sacos de dormir para usar nas casas dos amigos, resolvemos comprar uma mala extra, de 15kg por 15 euros, para os 3. A burrice foi levar uma mala de mão pra viagem ao invés de uma mala de rodinhas uhauhauhahua Batizamos-a de o 'corpo'
Pegamos ônibus e metrô e chegamos na estação Part Dieu, onde pegamos um ônibus que ia até Saint Etienne, que fica a mais ou menos 1 hora de Lyon e onde fica o aeroporto. Chegamos em Saint Etienne e ainda tivemos que pegar uma van da RyanAir que ia até o aeroporto. Nisso a gente conheceu uma brasileira que estuda lá e uma portuguesa que estuda em Lyon. Chegamos no aeroporto umas 13 horas e como o vôo era só às 14h45 a gente resolveu ir almoçar. Porém o aeroporto de lá é minúsculo e não tinha nem uma lanchonete huahuahuahua Deixamos o 'corpo' com as meninas e fomos procurar um McDonalds que uns portugueses tinham falado que tinha ali perto. O que aconteceu? Não achamos o McDonalds. Depois de rodar um tempo por lá, resolvemos comer numa padaria ali perto. Voltamos pro aeroporto e fomos despachar o 'corpo'. Não quero falar sobre o que aconteceu, mas devo avisar pra sempre imprimirem o cartão de embarque da RyanAir em casa. By the way, o 'corpo' pesava quase 20kg. Felizmente passou.
O voo foi bizarro. Primeiro que quando eu consegui dormir, uma aeromoça me acordou falando pra tirar o fone de ouvido durante a decolagem. Dae depois não consegui mais pegar no sono. Durante a viagem acontece um show por ali. Os aeromoços ficam andando o avião inteiro tentando vender todas as coisas possíveis huahuahuahua Perfumes, bebidas, comidas, e outros afins...
Chegamos em Porto, com direito a aplausos da galera na hora da aterrisagem. Animal o aeroporto de lá. Alias, todos os aeroportos que passamos eram muito bons. Menos o de Saint Etienne, que não tinha nem uma lanchonete hahaha. Outra primeira impressão: o português. Incrível a sensação de ler as informações em português hahahahha
Pegamos um metrô até a casa do Lester, que também é da Poli. Nota: o metrô de Porto não tem catraca. O cara compra o ticket, valida ele, mas se quiser dá pra pegar o metrô sem pagar, com risco de uma multa absurda. O ticket que, por sinal, é um cartão recarregável, o que evita gastar um monte de papel. Além disso, o trem era muito confortável.
Praça dos Aliados, Câmara dos Deputados ao fundo.
Com as direções certas, chegamos ao nosso destino, onde fomos recebidos pela Ellen e pela Pri (o Lester ainda não tinha chegado). O plano inicial era de não ter ninguém na casa, porque eles estariam viajando, mas deu uma sucessão de cagadas, que eu também não quero comentar, e eles tiveram que voltar. Mas foi mais legal com eles lá. Nota: chegamos lá, nos acomodamos e tal, dae eu reparei e perguntei pra elas: "Aqui não tem chauffage nas casas?". Dae elas ficaram olhando com cara de interrogação. Depois de um tempo o Luis percebeu e falou pra mim "Você é idiota?" hahahahaha Chauffage em francês é aquecimento. Mas já introduzi no meu vocabulário hahahahaha Saiu sem pensar. Já esqueci até o português.
Aproveitamos o resto do sol pra dar um role nos pontos mais perto dali. Comemos o famoso Pastel de Nata, ou Pastel de Belém (muito bom), na padaria perto dali e descemos a ladeira até a praça dos Aliados, bem no centro de Porto, onde fica a Câmara dos Deputados e um monumento a D.Pedro IV. Comemos no McDonalds dali, pra complementar o almoço. Essa eu preciso contar hahahaha Na hora de fazer o pedido, o Guegs falhou 2 vezes no português hahahaha Ele pediu o menu e o atendente perguntou se era com refrigerante. Ele não entendeu e pediu pra repetir. O cara repetiu e ele não entendeu de novo hahaha A gente teve que 'traduzir' pra ele. Na hora de pagar, a mesma coisa. O cara falou alguma coisa sobre o cartão não ser de Portugal e ele não entendeu de novo. É realmente muito diferente o jeito que eles falam. Usam umas palavras que a gente não usa normalmente... Questão de acostumar a ouvir. Mas demora um tempo até conseguir. No começo parece uma outra língua huahauhaa
Voltamos para a casa e fomos com a Ellen comprar comidas e bebidas para a noite. Cara, tudo é incrivelmente barato. Acho que na verdade a França que é cara, mas tudo bem, tudo questão de referencial. Chegamos lá e compramos tudo huauauha Chegou na cerveja e eu já tava fazendo as contas pra comprar um pack de 24 garrafas. Dae o Luis virou "Essa aqui tá 1.30, o litro". Eu virei "Não, não, tem que pensar aqui... O QUE?!" hauhuahhuahua
Fizemos o tradicional macarrão com atum e fomos para uma festa no ape duns brasileiros. Animal o apartamento deles. O último andar de um predio, no centro de Porto só pra eles. Moram em 5 pessoas lá, cada um paga 150 euros. Animal. Ficamos lá e depois fomos pra uma balada lá perto, mas nem ficamos muito tempo hahaha.
Castelo do Queijo
No dia seguinte acordamos e fomos almoçar no McDonalds (de novo). Logo na frente do Mc tinha um daqueles ônibus turísticos, com o teto aberto. Perguntamos quanto que era e onde que passava. Era 10 euros e fazia o trajeto grande na cidade. Resolvemos entrar. Foi bom, porque dae conhecemos quase que tudo em Porto. Detalhe pro áudio, que tinha em várias línguas, mas a gente não conseguia entender nem o português de Portugal hahahaha. Paramos no Castelo do Queijo, que é um forte na praia. Bem bacana. Ficamos por lá um tempo e pegamos o próximo ônibus. Na volta, o ônibus foi margeando o Rio Douro. Tinha uma ponte animal lá.

Depois descemos do outro lado do rio, numa rua onde tem um calçadão com feirinhas, bastante restaurante e umas vinículas. Tentamos entrar em uma delas, mas já tinha acabado o horário de visitação. Também não rolou pegar o bondinho, porque tava começando a esfriar e a ideia era voltar pra casa. Chegando lá o Lester e a Fe já tinham chegado de Madrid. Ficamos por lá conversando um pouco e saímos pro supermercado pra comprar a janta: strogonoff de frango. Comemos e ficamos fazendo uns jogos de bebida por lá até que mais a noite saímos e fomos pro point da cidade, que eu esqueci o nome hahaha É o lugar onde todo mundo se reúne, bebe e depois sai pra alguma balada. Passando um puta frio por lá (venta pra caramba em Porto), resolvemos ir pra Galeria Paris, uma rua meio alternativa ali perto. Não tem muita coisa pra contar, a não ser poder entrar com bebida na balada, o Lester fazendo rap com um português maluco e uma turca que veio falar chinês comigo. Ah, e pra voltar falaram de voltar de táxi. Dae a gente perguntou quanto que uia sair, mais ou menos e a Pri falou que ia dar uns 4-5 euros. Beleza né, final da noite e tal... Acabou que deu 4-5 euros no total, dividido por 4 pessoas hahahahaha
No domingo a gente acordou cedo e foi de novo fazer turísmo. Fomos visitar a vinícula Sandeman, a mais antiga de lá. Bem bacana o esquema. Nota pra visita em inglês (é, ir até Portugal pra ouvir o esquema em inglês, mas era a última sessão da manhã...). A mulher explicou como que são feito os vinhos, que dependendo, tem que colocar em barris maiores ou menores, dependendo do contato com o ar, que o vinho do Porto é mais doce. Ela também mostrou os tais dos Vintages, que são vinhos muito antigos. Tinha umas garrafas lá de 1904! Fala que ainda está bom, mas deve custar uma fortuna também. No final teve uma degustação de vinhos.
Degustação de vinhos na Sandeman.
Depois disso fomos comer num dos restaurantes à beira do Douro. A Sara, portuguesa da van da RyanAir, falou que a gente tinha que experimentar a "francesinha". Dito e feito. A gente foi pedir o prato e mais uns acompanhamentos, mas o garçom não deixou hahahaha Falou que era só pra pedir com fritas e beleza. Mas realmente o prato é grande. Consiste em um sanduiche com linguiça, carne e mais algumas coisas, com ovo em cima e coberto por muito queijo e molho em volta. Realmente precisa comer.
Francesinha
Voltamos para casa, arrumamos o 'corpo' e saímos para a estação de trem. Chegamos quase em cima da hora. Muito bom o trem. Igualzinho mesmo aos dos filmes hahaha Novamente durante meu sono o cobrador veio ver meu ticket e foi difícil de dormir de novo. Tem até uma lanchonete no meio do trem.
Casa do Lester em Porto (Guegs, Luis, Lester, Pri, Fe, Ellen e eu)

Chegamos em Lisboa já escurecendo. Pegamos o metro e depois um ônibus até a casa do Azeite. Ele mora em um alojamento e divide quarto com um egipcio muito gente boa, que fala português bem pra caramba, com sotaque de Portugal e tudo. Chegamos e fomos comer pizza perto dali, junto com a Rafa, que também mora ali. Pra dormir foi a hora de usar os sacos de dormir. Tinha 1 cama pros 3. Cada dia um dormiu na cama e os outros no saco. Dormir no saco com o chão duro não é legal hahahha
No dia seguinte a gente pegou um bonde até o centro, na Praça do Comércio e resolveu andar por lá. É realmente a parte do comércio de lá. Cheio de lojas e tal. Quase na hora do almoço a gente foi comer num restaurante brasileiro que fica no Shopping, o tal do Chimarrão (sim, é obrigação ir). Comemos um verdadeiro rodízio de carne a 8,9 euros. Quem tá vivendo na França sabe a falta que faz uma carne bem feita.
Praça do Comércio, com o Rio Tejo ao fundo
Alegres e satisfeitos fomos em direção ao Castelo de São Jorge, que fica no alto da cidade. O Luis tinha esquecido de levar a carteirinha de estudante e não conseguiu o desconto pra entrar. Como eu já tinha comprado, fui sozinho ver o lugar. Como ficava na parte alta, foi usado contra as invasões inimigas. Tem um mirante que dá pra ver Lisboa inteira também. Dae tem um museu com alguns dos itens achado das escavações ali feitas e tem o castelo em si, com todas suas muralhas de pedra.
Castelo de São Jorge
Voltando de lá a gente passou ainda nas lojas perto da praça do comércio. Dae começou a chover. Ai ficamos dando uma volta, fugindo da chuva, ainda passamos na Praça da Figueira, entramos numas lojas, e depois parou de chover. Ai passamos numa exposição de fotos da Segunda Guerra. Portugal foi um país neutro na Guerra, e abrigou muitos judeus que fugiram da Alemanha e foi um dos polos de partida pros EUA. Tinha bastante fotos lá, a maioria dos judeus ricos, que conseguiram pagar pra fugir.
Depois disso tivemos a brilhante ideia de voltar pra casa a pé. Pra não pagar o transporte. Brilhante. Juro que dava uns 10km fácil huauhahuahua Na volta ainda passamos no McDonalds pra comer.
Mais a noite a gente resolveu dar um role. Segunda chuvosa, já viu. Não tinha ninguém. Fomos até o Bairro Alto, onde encontramos o Pimp, amigo do Luis do basquete da Poli, e ficamos num bar lá. Encontramos até um belga que tinha fugido da mulher huahuauauha Depois fomos pruma 'balada' da Erasmus. Chegamos na porta e perguntamos pro segurança como que tava lá dentro. Ele respondeu que segunda chuvosa, não tinha muita gente né... Entramos e tinha tipo 5 pessoas lá, mais a gente e o Azeite. Furada huahuahua
Mosteiro dos Jerônimos
Mosteiro dos Jerônimos
Na terça a gente acordou e foi almoçar num lugar que o Azeite conhecia e que era barato. Refeição completa. Depois eu fui sozinho fazer o city tour por Lisboa. O ônibus faz um rolê pela cidade, passando pelos principais pontos, e depois vai até Belém. Belém é a parte mais da hora. Tem o Mosteiro dos Jerônimos, com uma Igreja do lado. Bem relax o lugar. Tinha uma exposição com uma linha do tempo gigante, mostrando os fatos históricos principais. E na igreja tinha o túmulo do Luis de Camões e do Vasco da Gama.
Torre de Belém
Em seguida eu fui para a Torre de Belém, que é uma torra no rio Tejo. No rio mesmo! Fica na beira do rio, mas é cercado por água. Tem que pegar uma pontezinha pra chegar lá. Pra subir até o último andar tem que pegar uma escada que só passa um de cada vez. Dae quando tem um descendo e outro subindo, é uma confusãozinha. Na descida passei por um cara com a camiseta do Corinthians!
Em cima da Torre de Belém. Pedi pruns franceses tirarem a foto, em francês. Eles ficaram "O que esse japonês ae tá falando a nossa língua?" hahahaha
Ai ainda ali perto da Torre tem o Padrão dos Descobrimentos, que é uma construção enorme, em homenagem aos navegadores portugueses. Bem bonito. Tem um elevador pra ir até o último andar.
A dois passos do Brasil
Padrão dos Descobrimentos
Praça do Império
Igreja dos Jerônimos
Padrão dos Descobrimentos
Dae na volta eu fui encontrar com os mlks no Shopping que fica do lado do estádio do Sporting. Ae a gente rodou por lá e acabou indo comer de novo no Chimarrão. Tinha que garantir né. Vai saber quando a gente vai ter outra oportunidade de comer carne de verdade huauhahuahuha
Na quarta feira a gente acordou cedo pra pegar o avião até Madrid. Muita sorte foi pegar a passagem na noite anterior e ver que era de manhã, e não a tarde como a gente pensava.

Bom, ficou muito grande o texto. Vou dividir em 2 partes então. Próxima parte em breve.